segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Que desilusão

A direcção falou com ele na sexta feira.
Nunca esperei que isto acontecesse, mas afinal fui eu quem ficou mal vista na história: ele fez-se de coitadinho, disse que por causa das coisas que eu escrevo no facebook (nao escrevi nada de nada sobre ele!!) lhe estão a destruir o casamento!!!!
A direcção hoje falou comigo e disse-me que realmente era muito complicado e blá blá blá... enfim.... sinto-me tão desiludida que nem tenho palavras.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Ainda não há novidades...

... Não falaram com ele...ainda.
Ele continuou com mais ameaças na sexta feira(agora as físicas são sempre as mais evidentes)
Eu fui à direcção dizer que até me demitia, mas que isso não iria resolver a situação...pois hoje sou eu, amanhã é outra pessoa. Irá sempre haver um bode expiatório para aquela pessoa descompensada.
No meio disto, quem mais me pressionou para pôr um fim na situação acobardou-se e "não quer ser envolvida"...
Assim se vê com quem se pode contar...com nós próprios e mais ninguém...a verdade é essa.

Estou muito desiludida...
Mas também sinto que fiz o que devia e estou disposta a arcar com as consequências, pois agi em consciência.
Se correr mal, não vou ver mais algumas daquelas pessoas, inclusivé aquelas que se diziam tão minhas amigas -e em quem felizmente nunca confiei cegamente.
Se correr bem, pelo menos já vi com o que posso contar do lado delas: cobardia...

Até breve...

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Cenas @work (continuação)

Lá fora a neve não dá tréguas. Mesmo assim, após uma semana em que as temperaturas conseguiram chegar aos -20º, posso respirar um bocadinho sem morrer congelada. Agora já SÓ estão -5/-7...calorzinho, portanto.

Onde as coisas se mantém quentes e bem quentes é no emprego. Nada melhorou. O gajo, como não me pode atingir, porque eu ignoro, continuo a ignorar, ataca por todos os lados que consegue. Hoje conseguiu fazer (mais uma vez) chorar uma das minhas colegas - que é também uma das pessoas que está sempre comigo e com quem me dou melhor. Já não há paciência para as ameaças, explosões, insultos... E eu sei, porque já vi, que se hoje é comigo daqui a uns dias pode ser com outra pessoa. E por isso resolvi ir falar de novo com a directora dos RH. contei-lhe que as coisas não melhoram, que ele faz a vida das pessoas que trabalham ao pé dele um inferno, e que não conseguia mais conviver com esta situação. Ela ia/vai falar com ele hoje ao fim da tarde ou amanha de manhã.

Claro que elas estão cheias de medo dele. E eu compreendo...é mesmo para ter porque já não sabemos até que ponto pode chegar aquela mente insana! Têm medo, medo das consequências - ser despedidas, ser espancadas, enfim...tudo o que se possa imaginar que uma pessoa possa provocar noutra. Pediram-me para falar com ele. Eu recusei. Recusei porque não ia dar em nada e além de me ir rebaixar para alguém que me tratou e «fez» tão mal, ia ficar eu "na merda" e dar razão para o gajo se vangloriar e sentir vitorioso. A directora concordou comigo. E por isso ia/vai ela falar com ele.

O dia D, se a conversa já se deu ou se efectivamente se der, será amanhã. A reacção dele é um enigma. Para elas, será muito má. Acham que ele vai explodir e levar tudo à frente, sacar de uma faca e matar quem lhe aparecer. Eu, sinceramente, tenho esperança que ele seja o típico cobarde: só se sente poderoso até alguém o enfrentar a valer.

A ver vamos...não tenho medo...estou expectante. A bem dizer, em pulgas....só quero é que isto acabe de uma vez...e ninguém seja despedido (se for alguem que seja ele, mas também não lhe desejo isso).

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Paris & outras cenas

Paris

Paris foi...maravilhoso. Por mais que gostasse de encontrar palavras que fizessem justiça à cidade, é-me completamente impossível. Que espanto de cidade. Qualquer coisa de fantástico. Apaixonei-me por aquela mistura de cultura, história e natureza. Até as pessoas, das quais tinha a ideia de não deverem muito à simpatia, gostei. Trataram-me sempre bem, e sempre que foi necessário predispuseram-se a ajudar.
Claro que ao fim do dia os meus pés estavam feitos em fanicos: andei uns bons 15km, fora o que percorri de metro, e fora também os passinhos atrás e à frente que demos. Mas vi tudo, ou melhor, vi o que é obrigatório: torre eiffel (subi lá cima, embora não ao último andar, que estava fechado), arco do triunfo, Champs Elysées, louvre, notre dame (subi os 400degraus apertados para chegar lá cima ao pé das gárgulas), Sacré Coeur, entre as tantas pontes maravilhosas que atravessei (a ponte Alexandre III é simplesmente linda, por exemplo), os jardins, os edifícios, as paisagens... qualquer coisa que nos tira o fôlego e nos envolve numa nuvem de nostalgia...mas daquelas boas!
O TGV trouxe-nos de volta às 19h40 e às 23h já estava na cama para dormir 12horas sem problemas: imaginem o cansaço!!!!

Outras Cenas

Na terça feira (dois dias antes de ir a Paris), já estava a arrumar as minhas coisas para sair do escritório e entrar em mini-férias, quando o telefone toca. Era a directora dos recursos humanos. Chamou-me ao escritório, e lá encontrei-a com o meu chefe. Vi logo que ele lhe tinha contado acerca da situação. Ela pediu-nos privacidade e falámos durante mais de meia hora. Foi óptimo. Claro que me senti humilhada por ter que voltar a contar a história, e contar pormenores das palavras e ameaças do outro, mas senti-me muito melhor.
Conclusão: ela vai respeitar a minha vontade de não falar com ele e ver se as coisas acalmam, mas afirmou que iria ficar alerta e se houvesse mais situações como aquela iria agir. Garantiu-me que a empresa não despede ninguém assim, do pé para a mão e que o meu lugar não estava nem está em risco, e por isso não tenho que ter medo de nada.
A conversa abordou muitas situações (uma das coisas que me disse foi que se uma situação idêntica se passasse entre mim e o meu chefe as repercussões seriam muito mais graves)
e, sem dúvida, fez-me voltar ao trabalho hoje cheia de vontade. Ela não vai falar com ele, sim, ele merece castigo...mas também não quero que seja despedido por ser estúpido. A mim basta saber que tenho alguém "protecting my back" e esse alguém é simplesmente toda a chefia da empresa. Ainda bem. Respiro de alívio e os meus dias de «happy work» podem voltar - hoje foi um deles: nevou o dia todo e aproveitámos as pausas e hora de almoço para fazer guerras de bolas de neve - muito profissional e adulto, eheheh:)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Paris

Pedi três dias de férias para aproveitar a visita da minha irmã, e na quinta feira vou a Paris. Consegui uma promoção do TGV e lá vamos nós!
Estou ansiosa, porque não só nunca andei de TGV como nunca fui a Paris. Se alguém tiver dicas, estas são mais do que bem vindas!

Vai ser bom poder passar uns dias longe disto... Mas amanhã acho que vou mesmo ter que falar com a directora dos recursos humanos da empresa e acabar com esta palhaçada. As ameaças "para o ar" hoje ainda não ouvi, mas os insultos continuam... sinceramente aquilo que antes me alegrava o dia, vir trabalhar, tornou-se quase um pesadelo...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Bad times

Há uns meses queixei-me do meu manager...não gostava das "bocas" e das piadas, sentia-me humilhada...até perceber que ele é mesmo assim, e é simplesmente a forma de ele se socializar - com brincadeiras. Claro que depois de ter ido para a mesa dele quando fui promovida comecei a conhecer-lhe melhor as manias e piadas e aprendi a lidar com isso sem stressar. Basicamente, conseguimos passar o dia a rir das piadas um do outro. Bom, muito bom, sem dúvida.

Esse foi o lado positivo da mudança...além do salário, e dos colegas que encontrei nessa mesa. Somos um grupo pequeno, numa mesa redonda, e por isso temos uma partilha diferente durante o dia de trabalho. Gosto muito.

O lado negativo foi, como é lógico e esperado, algumas invejas e burburinhos, mas aos quais não dei muita importância e que, com o tempo, foram sendo apagados, à medida que as pessoas se foram apercebendo que não só eu não tinha tirado o lugar a ninguém, como a minha atitude também não iria mudar em consequência da nova posição.

Mas houve um lado MUITO mais NEGATIVO. E é isso que me tem feito chorar há mais de uma semana. Ando de rastos... sem forças e com medo. cansada, incomodada, nervosa, deprimida! Pouco tempo depois de ter ido para aquela mesa, houve um colega, português, e uma das pessoas que eu mais respeitava lá dentro, a iniciar rumores falsos sobre mim: que andava a espiar o trabalho dos colegas, que andava com o rei na barriga, que andava lá para «lixar» os outros. O gajo enviou um mail, na sequência disso, para vários colegas, incluindo eu, cheio de lições de moral. Como era mais do que evidente que as palavras eram para mim, dirigi-me a ele pessoalmente (embora não tivesse que me justificar pois nenhuma das acusações tinha qualquer fundamento de verdade) e perguntei a que propósito vinham essas acusações. Fugiu às perguntas e à conversa, dizendo que "está tudo bem, já passou". E por mais que eu insistisse que para mim não tinha passado pois se há coisa que me revolta é ser acusada injustamente, o gajo esquivou-se. O ambiente ficou um pouco azedo, mas continuei na minha rotina. No entanto as atitudes estúpidas da parte dele continuavam. Eu tratava-o, no entanto, como qualquer outro colega de trabalho. Nunca lhe faltei ao respeito nem dei nenhuma resposta mais amarga.
E a distância instalou-se. por mim tudo bem, na verdade assim nem me chateava a tentar apagar o fogo de pessoas que se incendeiam a si mesmas -pensava eu!!
Esta semana, porque não lhe desejei pessoalmente os "sentimentos" pelo falecimento do pai (desejei no cartão da empresa, mas pessoalmene não consegui depois de estar continuamente a levar respostas tortas e atitudes idiotas da pessoa o meu cinismo não chegou a tanto), explodiu...e quando digo explodiu, basicamente, resolveu por começar a gritar da mesa dele, insultar-me, gozar comigo. Insultos quando eu passo para ir à cozinha, ou ao WC, ou lá fora fazer uma pausa. Insultos que incluem: «és um monte de m****, não vales nada, és uma ordinária, és uma cobra». Incomodou-me e muito, mas uma pessoa com quase 50 anos que tem uma atitude assim não merece que eu lhe dirija a palavra. No primeiro dia fiquei mal. No segundo dia resolvi desprezar e sorrir para o resto das pessoas. No terceiro dia rebentei em lágrimas (sem ele ver, claro). No quarto dia resolvi outra vez combater o mal com sorrisos e desprezo, mas nessa noite não aguentei mais e fui-me abaixo quando cheguei a casa. Já andava mal, nesse dia cheguei ao meu limite, porque além dos insultos, começaram também ameaças físicas e ameaças de que iria fazer-me ser despedida. Tendo em conta que ainda estou à experiência, esse factor mexe muito comigo: preciso muito do meu emprego, mas também gosto muito do meu trabalho. E ao fim de 4 noites sem dormir em condições, na sexta feira resolvi  - depois de um dilema interior - ir falar com o meu manager e contar tudo. Viver com medo não. O Manager foi impecável...mas o medo continua cá. Ainda falta quase um mês para estar segura na empresa...e hoje vejo que há pessoas capazes de tudo...:(

Aguardam-se novos episódios...:(..Eu vou continuar a engolir em seco. A fingir que a pessoa nao existe, tal como tenho feito até agora...mas que sinceramente parece não dar resultado e só enfurecer mais o touro...

domingo, 1 de janeiro de 2012

Um Feliz Ano

Eu sei que, para muitos, o ano que terminou há algumas horas não foi muito bom.
O meu, bem, não posso, de todo queixar-me. Mudei de vida, instalei-me, estabilizei-me em diversos sentidos, consegui alcançar alguns objectivos (não ganhei o euromilhões, o que é uma pena:P), cortei com algumas das situações e pessoas que simplesmente não me faziam bem, tive experiências novas, aproximei-me mais de quem me faz bem, reforcei laços. Dei passos que nunca pensei ser capaz de dar...e não me arrependo. De nada.

Agora, que 2012 chegou, só espero que seja pelo menos tão bom como o anterior, mas desejo sinceramente, que seja muito melhor, para mim e para todos.

PS: comecei o ano com dor de ouvidos - esta gente é louca!! O fogo de artifício vende-se em qualquer supermercado. As pessoas (centenas e centenas de pessoas) lançam morteiros, e diferentes tipos de fogo  (centenas e centenas) em qualquer lado, no meio da rua, no meio da multidão, no meio de praças...enfim, vim para casa um bocado surda, e (muito) assustada com isto que, para mim, foi uma autêntica novidade...(e ainda estou em choque!!!!!)